2 de set de 2013

Agonia

Tenho me sentido confusa em relação à minha graduação. Vocês sentem isso as vezes? Tem momentos em que penso, que, nossa! é exatamente aqui que eu deveria estar. Mas outros somatórios maiores de tempo me dizem da minha inconformação com a Psicologia. Eu fico agoniada quando penso que estou no sexto período e que não sei o que vou querer com esse diploma depois que formar. Eu penso agora que talvez seja unicamente pra que eu preste algum concurso público e não seja exatamente voltada a todos esses excessos de psicanálise que a Psicologia da minha faculdade deseja que eu abstraia. Querem saber? Não morro de amores por Freud e tem um absurdo de conceitos de outras epistemologias que me deixam arrepiada em pensar que aquilo é realmente crido como tal. Não sei se isso é motivo mas não posso também ficar lamentando e deixar de ler ou estudar o que preciso, ainda que seja milhões de vezes mais atraente ler minhas opções literárias do que os absurdos de xerox que tenho que terminar antes que outros cheguem (e eles sempre chegam antes que eu termine os anteriores). À essa soma de inconformação vai meu pensamento de que se eu tivesse a maturidade e o discernimento que tenho a essa altura da minha vida estaria cursando qualquer outra coisa que se fundamentasse menos ciências humanas. Querem saber? Por mais que eu seja contemplativa e aprecie literatura, artes e meditação, não creio em muito do que leio nos textos do meu curso e não sei se vou utilizar 1/3 do que venho apreendendo. Se me perguntassem hoje, talvez eu estaria em algum curso das ciências biológicas ou médicas. Em alguma coisa que me desse um fim mais concreto ou um raciocínio mais empírico em si...

"Não há despertar de consciência sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar a sua própria alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão." C.G. JUNG

2 comentários:

  1. Sinto isso às vezes sim, Gabi. Estou no 8º período do curso de psicologia e desde o início venho trilhando caminhos que abraçam as neurociências e a análise do comportamento. Já me aborreci horrores com as teorias que nos fazem engolir - e tudo bem que tudo aquilo é importante para uma formação generalista, mas convenhamos que ninguém deveria ser obrigado a tal 'absurdo'. Outra coisa é essa história dos milhares de textos. Minha nossa! Sinto-me sufocada só de lembrar que após uma leitura gostosa virá uma leitura 'de fórceps' e vice-versa. Sem contar que há ainda os estágios... ahh, esses nos matam, nos testam, provocam... são seres humanos ali, querendo (ou não) nossas alfinetadas, esperanças, soluções que eles conseguirão sem que façamos mágica. Somos somente instrumentos e, embora seja, 'somente', isso é importante e nos responsabiliza. Entendo (ou tento) sua agonia.

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  2. Também sinto isso às vezes, acho que é normal, Gabi! :) Penso que em todo curso vai ter vezes que você não vai estar gostando do que aprende e não acha que vai usar aquilo futuramente e tem vezes que vai estar amando...
    Quando aos milhares de textos, entendo sua agonia, veja bem, faço Letras! Haha, por mais que goste de ler e tenha tido sorte até agora de pegar professores que escolhem textos bacanas, a quantidade assusta e tem vezes que não dou conta de ler tudo de uma aula pra outra.
    Enfim, espero que essa fase ~ruim~ passe, de um jeito ou de outro :) tudo de bom pra você!
    x
    niih

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