23 de out de 2013

empatia

Bonito pensar que a gente consegue sentir alívio quando alguém que não está próximo sai de uma situação ruim. Mas é tão mais raro ter empatia com quem passa na rua ou por quem a gente não sente afinidade. É mesmo delicado quando me coloco pensando que se abrisse a literatura em romances, história ou poesia, sentiria com muito mais força que consigo ter compaixão de alguém que ali, é herói ou miserável e que independente de eu ter conhecido esse personagem e tê-lo fitado, passado momentos meus com ele, eu consigo sentir amor. Amor, ternura, envolvimento e um mar de projeções de sentimentos meus e de tudo enquanto for de mágoa que pode muito bem estar escondida debaixo do tapete do meu inconsciente...

Mas e depois? E depois que vem a vida e eu deixo de ser leitora, que diferença faz o que eu sinto em relação a quem eu não tenho intimidade? Porque, ora, é tão mais fácil compreender um conto do que pessoas que vivem tão perto e tão longe de mim? O que impede que eu consiga abarcar a complexidade do que cada uma dessas pessoas sente? 

O que falta mesmo e conhecer e entender o terreno de onde vivemos primeiro, isto é, nossa mente, pra que sabendo dos nossos vícios antes de entender o alcance que podem ter nossas virtudes, a gente consiga valorizar com simplicidade o que os outros sentem também... 

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